Desbloqueando a Responsabilidade: Por Que Lutamos e Como Superar

 

Nosso texto foi baseado em um vídeo do Brendon Burchard, disponibilizado no Youtube em 20/05/2025.

Sugiro que você assista ao vídeo, vou deixar o link aqui para você: If You Struggle With Discipline, Watch This

A responsabilidade, ou accountability, é um conceito que muitos almejam, mas poucos realmente alcançam de forma consistente. 

A pergunta fundamental não é “por que não sou responsável?”, mas sim “ao que estou realmente comprometido?”. 

De acordo com as fontes, a maioria das pessoas não tem responsabilidade porque nunca se comprometeu verdadeiramente com algo. 

Sem um compromisso, somos deixados à mercê do impulso. O controle do impulso é um fator crucial na responsabilidade; se você não se força de volta ao caminho, você não tem responsabilidade, você tem preferência, facilidade ou conforto. A ausência de padrões, expectativas ou compromissos leva a um estado de caos e descaso total. Quando falta uma visão, uma missão, um objetivo ou uma conexão com algo ou alguém significativo, não há nada a que possamos nos sentir responsáveis.

O compromisso é a base da responsabilidade. Não se trata de um desejo casual, mas de um compromisso profundo com algo – seja um objetivo pessoal de saúde, um projeto no trabalho, um valor familiar ou um propósito maior. 

Um compromisso genuíno gera uma responsabilidade compelida que é voluntária. Além do compromisso em si e da disposição para ser responsável, o processo de accountability também envolve compreender que existem pagamentos – recompensas ou punições – associados a cumprir (ou não) esse compromisso. 

É necessário, então, acompanhar ativamente se estamos sendo plenamente responsáveis para receber esses pagamentos. Muitas pessoas podem ter compromissos na vida, mas falham na responsabilidade porque não se forçam a retornar ao caminho quando desviam.

Somos constantemente influenciados por três forças principais: o impulso, a intenção (ou vontade) e a obrigação social. 

O impulso representa como nos sentimos, nossas reações imediatas, intuições e aspectos mais inconscientes. 

A intenção ou vontade é a parte consciente e direcionada de nós, aquela que diz “eu quero que isso aconteça, eu vou fazer isso”. 

A obrigação social engloba as pressões, obrigações e expectativas que vêm de sermos parte de uma comunidade, família ou equipe, incluindo desejos de status, influência ou pertencimento. 

É importante notar que nenhuma dessas forças é inerentemente boa ou má; a questão central é se estamos conscientes delas e as utilizando para moldar a vida que desejamos. Embora a intenção e a vontade possam superar o impulso, elas podem ser facilmente desviadas, especialmente quando cedemos nossa direção à obrigação social, negligenciando nossos próprios objetivos e bem-estar em favor de agradar ou servir aos outros.

A responsabilidade, em sua essência, se resume a um conjunto de verdades binárias. Você tentou ou não tentou? Você fez a coisa ou não fez? É um simples sim ou não. Se a resposta for “não” para um compromisso que você assumiu, a responsabilidade entra em ação. Essa ação não é um conceito abstrato, mas o ato de “escrever o navio”, “ajustar as velas” e se forçar de volta ao caminho. Significa reorientar e recalibrar rapidamente; quanto mais lento for esse processo, menos significado a responsabilidade terá para você. Forçar-se de volta ao caminho exige assertividade, especialmente ao enfrentar a realidade de estar fora do curso.

As consequências de não cultivar compromisso e responsabilidade podem ser profundas. Pessoas que não se comprometem com nada e não se importam tendem a viver vidas incompletas e sem propósito. Uma mentalidade niilista, que questiona o sentido de tudo, frequentemente leva à falta de significado e, consequentemente, a resultados psicológicos e de desempenho inferiores, incluindo menor felicidade, menor qualidade em relacionamentos e até menor longevidade e saúde. 

Em contraste, aumentar nossas expectativas e padrões, que estão ligados aos nossos compromissos, geralmente eleva a qualidade de vida. A escolha é clara: comprometer-se com a falta de significado ou buscar uma vida com propósito, assumindo a responsabilidade por essa jornada.

Manter a consistência no desenvolvimento pessoal e na busca por nossos compromissos é um desafio para muitos. 

Não basta consumir conteúdo inspirador ocasionalmente; é preciso desenvolver hábitos e monitorar o progresso de forma contínua. 

Ferramentas que auxiliam na criação de uma rotina de crescimento, permitindo registrar hábitos, refletir sobre o dia e acessar treinamentos inspiradores, podem ser extremamente úteis para criar uma “sequência de crescimento” e um vício positivo no progresso e na alegria que ele traz. 

Em suma, a responsabilidade não é apenas sobre cumprir tarefas, mas sobre honrar nossos compromissos mais profundos, gerenciar nossas forças internas e externas, e ter a assertividade para nos realinhar sempre que necessário, buscando invocar o melhor de nós mesmos a cada dia.

Espero que o nosso texto te ajude a refletir sobre até que ponto você tem responsabilidade pessoal ou não.

Se você gosta de mapas mentais, vou deixar o link aqui para o mapa que fizemos a partir do conteúdo do vídeo do Brendon: clique aqui.

E se você quiser fazer sua autoavaliação em Responsabilide Pessoal, elaborada por nós tendo como base nos conceitos do vídeo do Brendon, clique aqui.